quarta-feira, 21 de maio de 2025

Hoje foi mais um dia de luta.

 Hoje foi um daqueles dias que exigem força, paciência e fé.


Logo pela manhã, às 08:30, eu estava no Hospital Sarah para realizar mais um exame: a ressonância magnética. Um procedimento comum para muitos, mas que para mim é sempre um grande desafio.



Eu não gosto de fazer ressonância. Aliás, eu detesto. Não pelo exame em si, mas pelo que ele me faz sentir. Quando estou dentro daquela máquina, deitado, imóvel, com o som alto e constante ao redor, parece que sou levado para outro lugar. Um lugar escuro, silencioso por fora, mas barulhento por dentro. É como se a máquina escancarasse a minha mente. E aí, começam a passar cenas... lembranças difíceis, momentos dolorosos, incertezas do futuro.

É um verdadeiro filme, mas não daqueles que a gente escolhe assistir. São cenas de luta, de dor, de medo... Lembro das vezes em que me senti sozinho, das noites em que chorei em silêncio, das perguntas que ainda não têm resposta. Tudo isso vem à tona ali, naquele espaço estreito e gelado. E, mesmo assim, eu fico. Eu enfrento. Porque eu sei que preciso. Porque eu quero vencer.

Logo depois, às 09:30, tive outro compromisso: uma avaliação cardiopulmonar com Holter e ECG. O corpo cansado, a mente ainda processando o que passou, mas sigo. Cada exame é uma etapa. Cada passo, por menor que pareça, é uma conquista.

Viver com uma condição como a Discinesia ADCY5 não é fácil. São muitos altos e baixos. É conviver com o inesperado, com os olhares curiosos, com as limitações que surgem mesmo quando você quer ir além. Mas também é sobre superar, sobre aprender a se adaptar, sobre descobrir forças que você nem sabia que tinha.

Hoje, mais do que exames, eu encarei medos. Enfrentei fantasmas. E saí mais forte. Porque, no fim das contas, não se trata apenas de tratar o corpo. É a alma que precisa seguir em pé. E a minha segue... firme, mesmo com as cicatrizes, mesmo com as dores.

Se você está lendo isso e também enfrenta alguma luta invisível, saiba: você não está sozinho. A estrada pode ser difícil, mas ela também pode te surpreender com flores no caminho. Não desista. Um passo de cada vez... e a gente chega lá.


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