sábado, 20 de dezembro de 2025

Às vezes a oportunidade aparece quando menos você imagina


A vida é cheia de surpresas. Muitas vezes, passamos tanto tempo lutando contra dificuldades, enfrentando dias pesados e convivendo com a dor, que acreditamos que nada de bom pode surgir no meio desse caminho. Mas é justamente quando menos esperamos que a vida nos mostra que ainda existem oportunidades – e que elas podem mudar a nossa história.

Com a minha doença, a Discinesia-ADCY5, aprendi que nem sempre a vida segue o ritmo que desejamos. Os movimentos involuntários, as limitações físicas e as incertezas do futuro são companhias constantes. E, por muito tempo, eu pensei que essas barreiras me impediriam de viver certas coisas, de realizar sonhos e até mesmo de me sentir capaz.

Mas a vida tem um jeito especial de nos surpreender. Quando menos imaginamos, aparece alguém que estende a mão. Surge um tratamento que dá esperança. Surge uma amizade que fortalece. Aparece uma chance de mostrar que, mesmo com uma doença rara, ainda posso ser útil, ser amado, ser reconhecido e conquistar espaços que eu achava impossíveis.

Essas oportunidades não chegam com aviso, não tocam a campainha para dizer que estão perto. Elas simplesmente surgem – às vezes em uma conversa simples, em uma porta que se abre, em um abraço que nos devolve a fé. E quando isso acontece, entendemos que não importa quantas vezes caímos, sempre haverá motivos para levantar.

Eu carrego dentro de mim a certeza de que a oportunidade de viver plenamente não depende da ausência de dificuldades, mas da forma como escolhemos enfrentá-las. E se existe algo que aprendi, é que mesmo com a Discinesia-ADCY5, eu posso escrever minha própria história.

A vida não é feita só de dor. Ela é feita também de encontros, de possibilidades e de chances que chegam quando menos esperamos. O segredo é não desistir, é seguir acreditando, porque em qualquer instante algo pode mudar – e esse algo pode ser exatamente o que precisamos para continuar lutando.

Portanto, nunca perca a esperança. A sua oportunidade pode estar mais perto do que você imagina.

sábado, 13 de dezembro de 2025

Gratidão que permanece: o encerramento de um ciclo no Sarah do Lago Norte – Brasília

No dia 09 de dezembro de 2025, finalizei um dos capítulos mais importantes da minha jornada de vida: o programa de tratamento médico realizado na Rede Sarah de Reabilitação, unidade do Lago Norte, em Brasília. Mais do que uma data no calendário, esse momento representa uma travessia marcada por desafios, aprendizados e transformações profundas.
Ao iniciar esse programa, eu carregava expectativas, receios e muitas perguntas. O corpo pedia cuidado, a mente buscava respostas e o coração precisava de acolhimento. Com o passar do tempo, fui compreendendo que ali não se tratava apenas de reabilitação física ou neurológica, mas de um olhar integral sobre o ser humano.
Cada atendimento foi um encontro com a esperança. Cada orientação, um convite à persistência. Cada exercício, um lembrete de que o progresso existe, mesmo quando ele é silencioso. No Sarah, aprendi que respeitar limites não é fraqueza, é sabedoria. E que celebrar pequenas conquistas é essencial para continuar caminhando.
Houve dias de cansaço, dias de frustração e dias em que o corpo parecia não responder como eu desejava. Mas também houve dias de superação, de sorrisos sinceros e de vitórias que só quem vive o processo de reabilitação consegue compreender. Em todos eles, a presença humana da equipe fez a diferença.
A Rede Sarah se destaca não apenas pela excelência técnica, mas pela sensibilidade no cuidado. Aqui, não somos reduzidos a diagnósticos. Somos vistos, ouvidos e respeitados em nossa individualidade. Esse tipo de cuidado deixa marcas que vão muito além do período de tratamento — ele acompanha a pessoa para a vida.
Encerrar esse programa não significa encerrar a luta, mas seguir em frente com mais consciência, preparo e confiança. Saio desse ciclo com ferramentas que levarei para o dia a dia, com aprendizados que fortalecem não apenas o corpo, mas também a mente e o espírito.
Minha gratidão é profunda a todos os profissionais envolvidos nesse processo: médicos, terapeutas, fisioterapeutas, enfermeiros, educadores físicos, psicólogos e colaboradores. Cada um, à sua maneira, contribuiu para que esse tratamento fosse possível e significativo. Vocês exercem a profissão com humanidade, e isso transforma vidas.
Que este relato sirva como reflexão para quem está iniciando uma jornada de tratamento ou reabilitação: o caminho pode ser longo, mas ele é possível. Com apoio, respeito e perseverança, é possível ressignificar limites e construir novas formas de viver.
Levo o Sarah do Lago Norte comigo — não apenas na memória, mas na história que continuo escrevendo todos os dias.

Gratidão eterna.




 












Quando o apoio se transforma em esperança

Nem todas as batalhas são visíveis. Algumas acontecem em silêncio, longe dos olhares da maioria das pessoas. Viver com uma doença rara é cam...